Wednesday, July 7, 2010

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Voltei, voltei! Voltei de lá! “Inágora” estava em França e agora já estou cáááá!”

Tenho saudades disto!

Blog da minha vida, quero fazer as pazes contigo e tu? Mi aceita?

Sim, estive com outro na tua ausência e mantenho-o noutra morada do blogspot, mas é de ti que eu gosto… já estamos juntos à tanto tempo! É tão bom poder contar contigo… vá, não seja refiletas, seu pateta!

Agora já sou mamã e tenho esta necessidade de expressar o verdadeiro sentimento de maternidade nos primeiros tempos, que está longe de ser tão “azul bebé” como querem fazer crer. Mas essas coisas sérias ficam para o outro blog, está bem? Contigo é sempre a partir granito!

Tens, no entanto de conhecer o meu bebé… é tão lindo! Sim, é parecido comigo, querias o quê? Eu disse lindo!

Ok… toda a gente diz que é a cara do pai! Opá, eu gosto… claro, mas chiça que uma pessoa anda com o puto 9 meses na barriga e foi um “ai Jesus” desgraçado, sabes bem porquê e depois trucha, o puto sai parecido com o pai! Opá, não há direito, não há, não há, não há! E o pior é que eu me podia querer enganar, mas até as minhas melhores amigas chegam a minha casa e enquanto se engasgam com medo que eu me vingue (lol) dizem “Desculpa, mas… ele é igual ao teu marido!” Pronto… filho, um dia que leias as palavras da mamã… não importa com quem és parecido, importa que é maravilhoso. Ok… e que por acaso tens os meus olhos… lindos…!

E adivinha onde estou? No Porto caragooooooo! Eu adoro isto!

Fez anteontem, quando cá cheguei, precisamente um ano que tinha ido embora e que quando cheguei a Lisboa, pimba… fiz o meu filhote que fez ontem 3 meses!

God… mas eu só falo do meu bebé?! Desculpa bloguinho, mas o a minha vida agora tem outro nome e é azul bebé mesmo… uns dias mais azul que outros hehehe

Vou voltando para te contar as minhas peripécias, bale?! Entretanto tenho de meter o piolho na caminha!

Receita de hoje:

150 ml de água

5 medidas de NAN Transit

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Thursday, July 23, 2009

Desisto!

Desisto. Estou farta deste blog. É que vocês não têm a noção do que é, estar a escrever e de repente ele apaga-se todo sem mais nem porquê. Então quando eu estou no final do post. E nem sequer dá para voltar ao que se tinha escrito!
Não!
Bye bye Butterfly!
See you later alligator!
A sério, só me apetece dizer palavrões à séria!
Pensando bem… why not?
Caguei nesta merda! Fosga-se ou Fonix ou lá o que é que substitui Foda-se!
Mas que pénis pá! Chiça!

Querem-me ver? Estarei em www.nodoasdomeuavental.blogspot.com
Pronto… não queria, não queria, mas é melhor do que esta palhaçada!

Beijos a todos e see you soon, I hope!

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Saturday, July 4, 2009

Bibó Porto… again! :)

Se eu vos disser que já escrevi este post 4 vezes e que ele acaba sempre por desaparecer e que eu estou mesmo a pensar em dizer uma data de palavrões de seguida e sem respirar, que no fundo significam que já não me importo mais com este excremento e que me vou defecar de alto e de repuxo para ele…
Enfim…
O CLAT.
Mas que CLAT? Já escrevi tanto sobre ele e foi tudo apagado. É o que acontece sempre que tento dar uma de inteligente! Agora olha, COCÓ!
Vou antes falar da night do Porto!
É fantástico que os arquitectos que fazem os hotéis, não pensem que as condutas de ar condicionado tiram toda a ideia de “ir para um Hotel descansar” porque simplesmente se ouve TUDO!
Basicamente, na primeira noite, assim que eu estava a fechar os olhinhos, começa uma senhora aos gritos! Primeiro assustei-me, porque a cama dela parecia querer entrar pelo meu quarto a dentro e eu não queria pagar extras!
Depois percebi que das duas uma, ou ela estava a viver uma experiência de crise asmática a dois, ou ela estava com uma clitorinite e queria deixar bem claro para o Hotel inteiro o que se estava a passar! Tadita, é das que gosta de partilhar! Até já me sinto culpada de ter ligado para a recepção, mas de qualquer maneira, acho que o recepcionista adormeceu com o ouvido colado à porta da senhora antes mesmo de ter batido! Deve ter ficado na expectativa do que iria acontecer a seguir!
Na segunda noite, um senhor engoliu uma motoserra a trabalhar a todo o gás. Juro! Ou era isso ou então estava a ressonar, mas eu acho que quando se ressona não se faz tanto barulho! Para ser sincera isso nem me incomodou muito porque vinha de um quarto até afastado do meu e portanto de uma conduta do além! Mas o que me incomodou memso muito, foi um sacana de um ser humano, que deve ter ido parar ao hospital no dia seguinte, concerteza, tamanhas não foram as verdascadas que deu na parede e essas sim, acordavam-me de meia em meia hora com um PUM PUM PUM que poderia muito bem ter sido substituído por um dedo na tecla 9 do telefone de mesa de cabeceira, ligando para a recepção!
Enfim, a inteligência não chega a todos… só a pessoas que escrevem posts de seguida e conseguem apagá-los todos não se sabe bem como, antes mesmo de os publicar!
Terceira noite… após jantar com a Joaninha, decidi adormecer a ver um filme. Mas claro, como sempre, começo a ver e depois só paro no fim! E era daqueles filminhos pirilau, sem gracinha nenhuma, mas metia uma filha que engravida precocemente e o pai fá-la sentir-se a pior caca do mundo, mas no final ela está mais velha e termina o filme com ele a tratá-la como se ela fosse uma menina pequena. Isto com milhões de intervalos à moda da SIC, de 40 minutos cada um, estão a ver  a que horas adormeci?!
Pois que no dia seguinte, um sacana de um italiano atendeu um telefonema, com a boca enfiada na famosa conduta do ar condicionado e eu só conseguia adormecer nas pausas da fala dele, em que se falava do outro lado da linha! E não devia ser para Itália que ele falava porque aquele telefonema durou hooooooooras!
Ufa…
Post terminated!

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Tuesday, June 30, 2009

Aqui vou para o Porto…

…aqui vou eu cheia de pica; Vou para o Porto, vou curtir, até pareço a minha Francisca!
hehehe
Estou a brincar, como devem imaginar! Não a parte da Francisca, nem a da pica, mas sim a de “curtir”! É que verdade seja dita, eu vou em trabalho, mas ainda assim estou tão entusiasmada!
Primeiro porque vou rever duas amigas que amo. A JS (amiga, parece nome de partido político… sempre soube que eras importante! lol) e a Elisa. A Elisa está em Ofir, por isso só no Sábado poderei vê-la, mas neste momento estou desejosa de abraçar a Joaninha! Não sei se ela conseguirá porque eu pareço uma mula, mas vamos arranjar uma maneira!
O CAD ofereceu-me a inscrição no Colóquio e eu, claro, aceitei logo. Foi tudo muito em cima do joelho, mas é sempre. Já percebi que pedem  e dão em cima do joelho. Prefiro quando dão. Mas é uma preferência com menos de uma semana porque não me lembro de nunca me terem oferecido nada! A sério… vão-me pedindo relatórios, entretanto as consultas, depois são os três CAD’s e supostamente um 4º a abrir no Seixal, as formações, os rastreios… mas o ordenado é sempre o mesmo!
Confesso, que após 5 anos de labuta naquela instituição, me soube mesmo bem ouvir “O Dr. Vasco pergunta se queres ir ao CLAT 5 no Porto! É uma Conferência sobre riscos… bla bla bla… ele oferece… bla bla bla…”
Agora penso… acho que disse “sim” sem que a minha coordenadora terminass de falar. Ela disse as palavras mágicas “Porto” e “oferece“, como é que eu me podia conter? Eu adoro o Porto. Por mim, era uma alfacinha crescida no Porto. Numa qualquer varanda à beira do Dourinho! E podiam regar-me com vinho do Porto que eu também não me mostrava rugada. Desde pequenina que adoro Porto. Sim, os meus avós achavam piada a darem-me sardinha assada aos 3 meses de idade e Vinho do Porto pouco depois. Dah… porque é que acham que eu fiquei assim? Não foi nenhuma acidente!!
Sinto-me uma menina. Só estou triste porque o meu marido ficou em Cascais. Como sabíamos que íamos ter muitas saudades, começámos a despedir-nos à três dias… mas depois do stresse de sempre para chegar a horas à estação, correr para comprar o bilhete, depois correr para apanhar o comboio, depois ele teve de  correr novamente ao carro para ir buscar o meu computador e quando finalmente voltou a correr para se despedir efectivamente de mim… hummm percebi que três dias de despedidas não serviram para nada… já estou com saudades! E sinceramente? O Porto não será tão delicioso sem ti.
Mas, os meus superiores foram tão queridos que, não satisfeitos por me terem oferecido o Colóquio que é por si só, uma experiência irrecusável e um diamante na minha formação profissionaal, ainda me oferecem os transportes e as refeições… não são uns cutchi cutchi?!
Só por causa disso vou inventar uma cadeia de postos para fazer o teste VIH, chamado Amo-te CAD… não é uma ideia brilhante?
Bem pessoal, logo vejo que receitas Portistas vos posso oferecer ao longo da minha estadia! A cozinha da Joana não me escapa! hehehe Para já tenho de ir, antes que se acabe a bateria do PC… tão lindinho, está a portar-se tão bem… muah!

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Wednesday, June 17, 2009

Amo-te!

Encontra-me quando me perco,
É só o que te peço.
Empurra-me o baloiço,
Grita-me se não te oiço,
Mas não te cales,
Não abrandes ou sequer pares,
Veste-me como fazes,
Sempre cheia de cor.
Morde-me se eu não acreditar.
Mas agarra-me
Com essa garra de guerreiro guerrido,
Alegre, subtil, convencido…
Pega-me no teu colo musculado,
Lambe-me o bronzeado,
Canta-me com a tua vida
Ama-me só como me amas,
Sem peso, sem medida.

Mousse de Chocolate… a tua preferida!
Ingredientes:
6 ovos
6 colheres (de sopa) de açúcar
120 gr de margarina
1 barra de chocolate de culinária
Preparação:
As gemas batem-se com o açúcar, até ficar um creme quase branco. Entretanto, partem-se 6 barritas da barra de chocolate, sobrando só uma filinha de chocolate que se reserva. O meu marido adora chocolate preto!
Juntam-se essas barritas partidinhas com a margarina e derretem-se em banho Maria. Importante: Nunca deixar ferver, e o que estiver agarrado ao fundo com aspecto queimado, não se deve aproveitar.
Quando o chocolate e a margarina estão líquidos, devem gentilmente misturar-se com as gemas. Cuidado para que as gemas não cozam! Colocam-se no recipiente onde será servido e nesse envolvem-se as claras entretanto batidas em castelo firmemente. Vai ao frigorífico e verão a melhor, a mais saborosa e firme mousse que já comeram…

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Monday, June 15, 2009

Cabanas de Tavira Rock’s again!

Depois de aparvalhar tanto, na praia que o F. (namorado da minha maior cúmplice algarvia, A.) chamou de paraíso, o meu marido dizia-me O sol faz-te tão bem, não faz meu amor?
Que relaxe! Fomos convidados a viver no Algarve, coisa que já me passou tantas vezes pela cabeça que um dia enviei o CV para o Hospital de Faro. E não é que fiquei em 8º lugar? Mas não fui capaz. E agora menos, com o piolho e tudo…
Para além do mais, o meu pai está reformado e precisa de se distrair. Para já vamos à pesca, mas Papá, já mandei a carta para a cegonha… vamos ver se ela responde! Chiça, se a Cegonha pertencer a este governo, ainda vou receber uns documentos para preencher, um voucher de desconto em compras que não me interessam para nada e uma conta para pagar em nome do Estado!
Mas enfim, o sol faz-me bem à moleirinha e nem me incomodou que a praia-paraíso do F. estivesse minada de formigas em massa que nos queriam comer e que para além disso ainda tivémos de pagar 300 paus por pessoa para fazer um percurso de barco de 20 segundos. (Filhos, quando lerem isto, a mãe já estará velhinha e 300 paus é português arcaico para €1,50. Não permitam que os filhos do F. e da A. vos enganem, não acreditem no paraíso e acima de tudo… aprendam a nadar, porque sai mais barato!)
Bom, mas a estadia decorreu, essa sim, como que paradisíaca. Consegui deixar todas as cusquices com a minha querida A. Falámos mal das mulheres no geral, bem das amigas no particular, deixando espaço para criticar descaradamente os homens. Sim, todos! Somos mulheres à séria, olha que porra!
Todas as noites foram acompanhadas com amigos do casal, no seu laranjal de hectares  onde eu já havia estado o ano passado e do qual já vos havia falado, creio. O quê? Não acompanham desde o início? Não faz mal. Eu vim de férias. Explico tudo.
Este casal vive num laranjal, que vem sendo deixado ao longo de três gerações (se não for assim, fica muito giro de dizer na mesma). Não são casados, vivem amantizados. Em pecado portanto. Hummm, mas sabe tão bem viver em pecado! A quinta é portanto da família da minha amiga. São pessoas modestas, bem dispostas e sempre prontas a ajudar. Os empregados são tratados como família. Até os deixaram levar umas sacanas de umas galinhas destemidas e de um galo que às 5h30 da manhã canta có có ró có có! Acho que é esta a letra da música! hehehe
Sexta-feira foi dia de Espanha. Tuga que é tuga do Centro, quando vai ao Algarve, tira um dia para visitar Ayamonte! Esqueçam os Caramelos! Já era! A avaliar pelo preço, acho que já não levam pinhão, mas sim pepitas de ouro. Ou platina. Ou prata. Mas é caro! Muito caro!
Preferimos fazer playa na Isla Canela, para podermos dizer mais uma vez que não gostamos daquela areia preta e que as nossas praias são melhores. À saída, engolimos o que dissemos quando vimos um duche recatado, na passadeira de madeira, que nos permitiu descascar-nos todos e passar o corpinho com água doce. Claro que não tirei a cueca do bikini, mas depressa me arrependi porque a perna molhada a roçar uma na outra, assa-me os entrefolhos (neste momento esta palvara representa a parte gorducha da perna, bem cá em cima, perto da…cueca), ainda para mais só tinha vestido de praia. Muito pequenino. Ainda assim, depis do banho e do mal feito, a melhor solução foi mesmo tirar a cueca do bikini, esperar que ela secasse na parte de trás do carro (lindo!) e rezar para que não houvesse nada interessante nas prateleiras muito baixas das lojas que (é claro) visitámos!
Custou tanto vir embora…
Aproveito para deixar um beijo especial à minha A. e outro ao seu F., bem como à família e amigos e dizer um enorme e sem fim Obrigada!
E ainda… vim de lá mais culta de receitas de entradas. Ora tomem lá: Entrada Surpresa :)
Ingredientes:
1 queijo Camembert ou Presidént ou Brie
1 gema de ovo
Massa folhada
Preparação:
Se redondo, cortem o queijo ao meio ou em quatro se for grande (hoje em dia ele vem aos triângulos, como se quer!). Envolvam bem, cada bocado, dentro da massa folhada e pincelem o topo com gema de ovo. Vai ao forno até a massa alourar e voilá, bon apétit!

Posted by Carocha in 10:25:52 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, June 11, 2009

De Monte Clérigo a Portimão…!

Férias… estava tão, mas tão necessitada!
E ainda bem que temos um corpo e um espírito, porque assim foi possível eu fazer duas viagens! O meu corpo ficou-se em terras Algarvias e o meu espírito fartou-se de gozar pela Índia fora! Viu cores coloridas, cheirou incensos, bebeu chás, dormiu em spas, dançou a dança do ventre espiritual… foi tão bom!
God! Eu não vos tinha já dito que a imaginação é o melhor que temos? Até nos proporciona viagens gratuitas. Sem talões, descontinhos e outras promoções!
Mas o meu corpo, esse ama descontões, talões e todas as promoções. Por isso, foi até à Arrifana. Conhecem? Então vão lá ao mapa!
Mais para baixo. Mais para o lado. Fica na Costa Algarvia, quase a fugir para a Alentejana. É ali no limbo! Para os mais finos, fica no litoral sul, na Costa Vicentina.
Dormimos num quartinho daqueles, mas por €30 meus amigos, vale tudo! E é prático, porque a Arrifana é uma rua com restaurantes em frente ao mar. Claro que fica no cimo de uma encosta tão grande, que a vista se reduz aos carros estacionados! Mas a praia… linda! Claro que fica tão lá em baixo e com proibição de descer de carro, que a torna  deserta. É basicamente uma praia de surfistas e mesmo assim, não lhes gabo a sorte de terem de descer e depois subir tanto, para mais, carregados. É que sobe-se tanto. Mas tanto! Upa Upa!
Portanto, tirámos a foto pirilau que lembra que Nós estivémos aqui! e seguimos caminho para a praia mais perto, em Monte Clérigo! Ah isso sim é praia como debe de xer!
Chegámos, com a nossa tralha de praia e depois de um banho checo, o reconhecimento da praia na bela da caminhada que custou boas dores de pernas à minha inércia. Depois claro, torrámos ao sol. O meu marido adormeceu e ia virando para tostar bem aquela pele. Oh meu Deus que pele! Adiante. E eu, gaja pura, espalhei resmas de protector solar… baixíssimo… e reparei que afinal a minha depilação deve começar a ser feita com luz direccionada ao pêlo! Tanta penugem que se me escapou! Mas alto e pára o baile, pause na praia que a boa da Carocha (ou devo dizer badochinha) trouxe uma mini pinça para dar cabo daqueles bastards que espreitam sem vergonha nenhuma. Dei-lhes bem a vergonha nas fuças!
É tão mau! É tão ultrajante. Tão aquilo que dizemos que nunca fazemos e jamais faríamos. Mas é tão aquilo que toda a mulher faz quando sabe que ninguém vê! E eu pergunto… será que ninguém viu?
Oh, quero lá bem saber! Respondo como qualquer mulher que se preze responderia: A praia fica no meio do nada pá! Não estava lá ninguém que me conhecesse!
Mas eu corri riscos meus amigos. Corri riscos e isso tornou-me uma mulher mais forte. É que assim que pousei o pé na Arrifana, no primeiro dia, pára uma bruta carrinha BMW, abre o vidrinho da frente e ouve-se “Olá Carocha, por aqui?!” Era um colega de liceu. Na altura dei-lhe a alcunha do Diciplinex, porque enquanto ele dizia a palavra “Disciplinas”, o cotovelo que no momento se encontrava na mesa para lhe apoiar a cabeça, escorregou e a palavra saiu de escorrega também!
Moral da história… eu ando de Fiat Panda…
Ainda na praia, já sem pêlos, mas com uma marca encarnada em cada um dos poros massacrados, o que denunciou ridiculamente o que andei a fazer, fui chapinhar na água, de carnes ao léu e num tremelique que, novamente, nem quero saber porque (quase) ninguém me conhece. Não tirei os óculos escuros da cabeça, mas isso não constituiu qualquer problema até ao momento em que me sentei na cadeirinha de praia, para torrar mais um pouco e ler mais umas páginas de Fortaleza Digital, do Dan Brown, que o meu marido me tentou convencer que é um óptimo escritor, quando me conheceu. Prova-se que afinal o meu marido não me engatou só por dá cá aquela palha, porque o autor é mesmo bom! O que faz de mim uma pessoa esperta. E do meu marido, uma pessoa atenta!
Pois que quando abro o livro, coloco os óculos de sol, para não cegar com o reflexo do sol nas páginas brancas e de repente ceguei. Não, não ceguei… via manchinhas. Ok… Via manchinhas de sal nos meus óculos. Limpá-las seria riscá-las ainda mais. Portanto, toca a torrar e a esperteza de ler o livro ficou para depois!
Amor, o sol já não queima… bora para Portimão comer sardinhada?
Lá fomos nós. Que horror. Oh senhor presidente, a sua cidade está uma autêntica… cidade! Nova York ao pé de Portimão, é ali a ilha das Berlengas! Mas para que é que são precisos dois Hipermercados Continente? Um ao pé do outro ainda por cima!?
E depois claro, queríamos acampar. Amamos! Por cada placa que dizia “Campismo”, eu dizia está ali uma placa, é por ali, mas sabem como é, gajo que é gajo, segue a sua intuição sem perguntar nada a ninguém porque eu já cá estive e isto ficava para aqui… até que claro, voltámos para trás, até podermos seguir a plaquinha que a aqui a madame tinha visto assim que chegámos! Homens! Só por causa disto ofereceu-me uma sardinhada na Dona Barca, o restaurante mais balado de Portimão. Adorámos… especialmente porque não nos cobraram uma salada de bacalhau com grão e  porque não levaram as azeitonas da mesa ao lado quando as pessoas se foram embora… ah a melhor azeitona é a da vizinha! hehehe
Querem uma receita fixe?
Vão ao Lidl, comprem sacos de sardinha congelada e metam-na a assar assim mesmo, mas com sal, não se esqueçam!
Acompanhem com uma saladinha bem temperada e com os seguintes ingredientes cortadinhos em quadradinhos: batata cozida, tomate, pepino, pimento assado verde, pimento assado encarnado, queijo mozzarela, cebola e oregãos.
Muito importante: A fatia de pão por baixo da sardinha…
Enjoy!

Posted by Carocha in 11:38:14 | Permalink | Comments Off

Monday, June 1, 2009

Nasceu mais uma ruga, um pneu…

29.
Pronto. Soprei, lancei os perdigotos para cima do bolo que todos comeram satisfeitos e ficou confirmado para todos que eu estou um ano mais velha.
Tive a crise da semana anterior, como aliás tenho sempre. Por isso não tenho escrito no blog com tanta frequência. Ia dizer o quê? “Hoje gastei mais um pacote de kleenex” ou “Sinto que estou cada vez mais velha, não fiz metade do que queria ter feito” ou “vamos falar de como quanto mais velha estou, mais velhos estão os meus pais, que são as pessoas mais importantes da minha vida” ou “Sinto que já falta menos um ano para morrer”… SIM, foi isto que me passou pela cabela na última semana.
Tenho medo de envelhecer. É o meu calcanhar de aquiles. E eu estou louca para ter as minhas crianças e a seguir pagar pela juventude: mamas de silicone, lipo-aspiração no rabo, pernas, côxas, barriga, lifting na carinha, unhas de gel, pestanas acrílicas, depilação definitiva em todo o corpo… enfim… os meu filhos na escola vão dizer: A minha mãe hoje salvou uma velhinha de se afogar porque mergulhou e deixou a velhinha se agarrar às mamas dela… a minha mamã é a super mamã de plástico!
Oh meu Deus…
JS, esqueceste-te de mim… estás na minha lista negra!
Bom, mas o aniversário foi espectacular. Fui com as minhas Sheilas e seus muxaxos a Negrais, pic-nicámos e tivémos uma tarde espectacular de paint ball. O calor não ajudou porque estava um braseiro dos diabos. Mesmo! Mas ainda assim,  divertimo-nos imenso a mandar bolas uns aos outros. No final do último jogo, fui a última da minha equipa a morrer, não fosse o meu marido vir por trás – salvo seja – e gritar “estás morta” (não me baleou para não doer, mas gritar também tem o mesmo efeito de me anular na jogada)!
À noite, jantar de família. Pela primeira vez juntaram-se ambos os pais. Correu bem :)
Recebi presentinhos muito bonitos, mas o que mais gostei, confesso, foi de um colar que a minha mamã me ofereceu, da Pandora, com aquelas pontas (é nome que lhes dão) que marcam momentos especiais. É lindo. A primeira ponta, foi “mãe galinha”, não é lindo? A segunda, foi uma amiga e vizinha que me deu… o símbolo de Gémeos, o meu signo! Ok… não é um signo fácil, já falámos sobre isso! lol
Ha… ainda bem que hoje já passou a temática do aniversário… não aguentava mais a pressão. Agora já só raramente vou precisar falar acerca de quantos anos eu tenho!
29. Só!

Posted by Carocha in 11:19:39 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, May 26, 2009

Está quase a nascer…

Eu vi-a um dia, logo de manhã, mas fingi não a ver, confesso!
Começou no entanto a aparecer em todo o lado. Onde eu podia ver-me a mim, via-a a ela. Lá estava. Até parecia orgulhosa de ali estar.
E eu ignorando. Fiz literalmente vista grossa. Mas a teimosa, a insinuar-se, bem nos meus olhos.
Mas eu nada.
Começou a instalar-se e sem ninguém dar por ela, trouxe as amigas. Uma e depois outra. Umas instalaram-se mais confortavelmente que outras, mas as que se instalavam… eu já receava que eram do género “cheguei para ficar!”
E o que se tornou mais enervante, é que eu tentei matá-las. Juro! Mas só tentei, porque a ideia que me dá, é que uma vez lá, para sempre lá!
Até conversei com a minha mãe acerca deste assunto. Não foi reconfortante, mas a minha mãe deu-me o nome  de algumas armas! Ao que parece, nenhuma 100% eficaz.
E o pior, minhas amigas, o pior é que isto é uma epidemia que ataca mulheres com mais de 25 anos e começa a tornar-se sério e abusivo com a proximidade dos 30 e depois então nem se fala.
Tive de deixar de as ignorar quando me apercebi que até de óculos escuros, a massa dos óculos saindo um pouco fora da cara e  deixava o reflexo do sol dominar, quando vindo de lado, permitindo-me um reflexo bem claro, focado e até de vista em lupa… destas filhas da mãe destas rugas. Estes pés de galinha que só me dá vontade de afogar numa panela. De tapar com resmas de cremes anti-rides da treta e caríssimos como o raio! De fazer colar a pele das nalgas e ficar com pele casca de laranja nos olhos só para ser diferente e… não ter rugas!
Enquanto aguardo no trânsito, ponho a cabeça de fora, a ver se elas bronzeadas se disfarçam, mas depois dizem-me que o sol ainda as agrava! À pala disso  tenho já um suave bronze à camionista no qual eu ganharia se houvesse um concurso. Mas não… continuem a pôr criancinhas a cantar em concursos de tv e não dêem incentivos a quem chega a demorar 4 horas de Setúbal para Cascais, só porque uns chicos espertos decidiram arranjar uma via da ponte NUMA SEXTA FEIRA EM HORA DE PONTA  E MESMO ASSIM TEMOS DE PAGAR A PORTAGEM! Chiça!
Estão a ver? É isto que me distrai das rugas que me nascem todos os dias. Poder queixar-me de outras coisas. Do país,  do trânsito… ah como é bom ter uma panóplia de queixas, para manter o agridoce desta nossa vida :) hehehe
29… já vos estou a ver. Só estou a evitar-vos. Se poderem… sejam meiguinhos e façam o mesmo!

Posted by Carocha in 11:46:59 | Permalink | Comments Off

Monday, May 25, 2009

Histórias de nanar

Conta-me uma história antes de eu dormir…
Sim, mas desta vez, não vou ler uma do livrinho da Disney… vou contá-la eu!” – e trouxe um embrulho de papel branco, que há muito protegia uma pequena relíquia, que deveria ser revelada no momento sério da história que eu lhe estava prestes a contar!
Era uma vez, um senhor chamado Joaquim Aranha. Ele era pescador, tinha uma esposa, que vendia o peixe que o Joaquim apanhava, e três filhos: o António, a Isaura e o Quim, o mais novo!
O Joaquim trabalhava muito, enfrentava grandes tempestades e nem sempre conseguia ter sucesso na pescaria. Se em alguns dias ele e a tripulação apanhavam um peixe muito grande, todos tinham o que comer, mas se apanhavam peixes pequenino, os privilegiados eram só as crianças porque estavam a crescer.
Certo dia, tristonho, o Joaquim estava na praia do peixe, sentado com o rabo na areia e os pés a serem banhados pelo mar. As ondas iam e vinham. Era até muito relaxante, mas de repente, o Joaquim sentiu alguma coisa a bater-lhe nos pés. Abriu os olhos com dificuldade por causa do Sol, mas notou uma pequena garrafa. Pegou nela e encontrou lá dentro um papel enrolado.
Abriu a garrafa, secou as mãos na camisa de xadrês já russo, retirou o papel e tinha um desenho bem no meio da folha. No cimo dizia: MAPA DO TESOURO e  no final podia ler-se em letras muito pequeninas: só se tiveres um coração muito puro, conseguirás lá chegar!
Então, imediatamente o Joaquim reuniu a sua tripulação e disse-lhes: “Estão preparados para irem buscar o tesouro que salvará as nossas vidas? Que dará conforto às nossas mulheres, comida e boas escolas para os nosso filhos?
Todos consentiram com um uníssono Siiiiiiim! e foram despedir-se das suas famílias com a promessa que voltariam, muito embora não tivessem muitas certezas…
Rumaram  à ilha pelas direcções que encontraram no Mapa do Joaquim. O mapa dizia que a ilha estaria deserta, mas protegida e que nela iriam encontrar rochas que no seu conjunto formavam uma Estrela do Mar.
Passaram frio e fome, passaram por rochedos nos quais quase iam batendo, passaram dois dias, quando pensavam que já estavam perdidos, mas alguém disse: “Joaquim! A ilha!
O Joaquim nem queria acreditar. “Força nisso” – gritava enquanto protegia os olhos do sol, com a mão suja e ressequida do sal – “Vamos conseguir!
Mas de repente, uma trovoada enorme, o mar revoltado e a embarcação do Joaquim, virou-se ao contrário, despejando toda a tripulação para o mar. Joaquim lembrou-se que o Mapa dizia que só alguém com o coração puro conseguiria chegar à ilha e tinha a certeza de ter escolhido os seus melhores homens. O tesouro serviria para partilhar, para que todos pudessem ter uma vida melhor junto com as suas famílias. Ninguém deveria ser ganancioso.
Foi então que, na dúvida de estar a sonhar, lhe pareceu ter visto uma Sereia! Era mesmo! Uma Sereia que lhes disse que se agarrassem aos tornozelos uns dos outros. Assim, o fizeram e ela levou o primeiro da fila para a praia e os outros por arrasto. Desapareceu, dizendo um doce e mágico adeus.
Imediatamente, todos os homens fizeram a sua busca. Onde estaria o aglomerado de rochas que desenhavam uma Estrela do Mar? A noite começou a chegar e ainda ninguém tinha encontrado nada…
Fizeram uma fogueira e comeram bastantes côcos, acabando por adormecer. Mas Joaquim manteve-se acordado mais tempo, olhou para a Lua e pensou “Não nos deixas ver as rochas porque estás amanter a maré alta, mas quando a maré vazar, irás presentear-nos…” E adormeceu, com uma estranha certeza de que a Lua lhe sorrira.
Acordaram, novamente famintos e meio atordoados com a viagem e o calor e quando se levantaram… lá estavam elas… as rochas que formavam uma Estrela do Mar. Correram felizes, levantaram as pedras e por baixo de cada uma lá estava o tesouro… milhares de moedas de ouro, talheres de ouro, jóias e castiçais em prata…
Seguiram então caminho de volta para as suas famílias, muito felizes com esta descoberta.
O Joaquim Aranha e a esposa, Maria Pereira, puderam comprar uma casa enorme bem no Centro da Vila, pertinho do Teatro Gil Vicente, onde todos os meses haviam cómicas Revistas e sérias Peças de Teatro. Os filhos estudaram, o António seguiu o seu sonho de ir para Inglaterra, a Isaura foia noiva mais linda de Cascais e o Quim… teve-me a mim! E ainda herdei um pedacinho daquele tesouro…” E neste momento mostrei-lhe o embrulho de papel branco que havia trazido inicialmente. Desembrulhei-o e lá dentro estavam mesmo talheres em ouro e que me foram mesmo deixados pelo meu avô.
Aqui entre nós, claro que é um Ouro, salvo erro de uma viagem à Pérsia que meu avô fez com a sua tripulação de pesca e que valerá menos, suponho, que Prata Portuguesa, mas é sempre bom sentirmo-nos especiais de vez em quando…!

Oh… conta-me outra vez… isso é tudo verdade?
É verdade… mas com muitos pormenores de imaginação. Imaginação não é mentira, imaginação é a capacidade que temos de criar uma realidade bonita que só existe na nossa cabeça e no nosso coração. Dorme bem.

Posted by Carocha in 17:23:15 | Permalink | Comments Off